O Brasil obteve aprovação da IMO para a intensidade de carbono do etanol de milho safrinha, tornando-se o primeiro biocombustível compatível com navegação a ter perfil oficial de emissões definido para uso marítimo. O Comitê de Proteção do Meio Ambiente Marinho da IMO fixou o valor padrão em 20,8 gCO2e/MJ, bem abaixo da referência de 93,3 gCO2e/MJ do bunker fuel oil. A medida dá aos exportadores brasileiros vantagem regulatória inicial frente aos EUA e outros fornecedores de biocombustíveis antes da entrada em vigor do marco global de emissões da IMO, prevista para dezembro de 2026. O transporte marítimo responde por 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa. Autoridades brasileiras afirmam que a aprovação elimina uma barreira relevante para armadores na adoção de combustíveis de baixo carbono e pode ampliar a demanda pelo etanol de milho brasileiro.
Fonte: Valor Econômico / Datamar News
