De acordo com uma análise de modelagem econômica dos pesquisadores Shawn Arita, Ming Wang e Joseph Glauber, do Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares (IFPRI), as restrições à exportação em grandes “players” globais e os subsídios em nações compradoras têm potencial de acelerar sua trajetória de queda. Até o mês de abril, os preços mundiais da ureia praticamente dobraram e os do fosfato diamônico (DAP) subiram 35% em decorrência do bloqueio de 21 milhões de toneladas de capacidade anual de exportação de ureia e de 4 milhões de toneladas de DAP na região do Golfo. No lado da oferta, a conduta de China, Rússia, Egito e Indonésia – que, juntos, concentraram cerca de 35% das exportações globais totais – dita o volume residual de insumos que atinge o mercado internacional. Pelo lado da demanda, os programas de subsídios na Índia – que, sozinha, absorve quase 20% das importações globais de ureia – blindam os produtores locais contra os picos de preços externos, transferindo a necessidade de ajuste de consumo para mercados não subsidiados, como a América Latina, com ênfase no Brasil.
Fonte: Agência Estado/Nova Cana
